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Nos últimos anos, as Startups dominaram as atenções do público como uma nova forma de empreendedorismo, principalmente no cenário digital. Mas a verdade é que uma Startup não precisa, necessariamente, estabelecer-se apenas no ramo da internet, apesar de ser imprescindível que ela se mantenha em processo de inovação para não ser enquadrada como uma empresa de modelos tradicionais.

De forma geral, uma startup é uma empresa jovem, disruptiva e focada em fugir do tradicional, que trabalha a partir de um modelo de negócios escalável e com pontos centrais como o desenvolvimento de soluções otimizáveis para incertezas e negócios. Não se limitando apenas a negócios digitais, uma startup tem o potencial de apresentar soluções para diferentes setores, como mercado financeiro, saúde e medicina, educação, direito e outros, criando assim um modelo de negócio repetível e rentável.

O que é uma startup?

A palavra startup significa “inicializar” (em tradução literal) e é utilizada para denominar novas empresas que nasceram do objetivo de dar vida à uma ideia, baseadas em modelo de negócios e não em planos de negócios, como uma empresa tradicional.

Dentro do modelo de negócios, o objetivo é sanar os problemas dos clientes de forma lucrativa, o que traz mais flexibilidade de trabalho quando comparado ao plano de negócios, que visa traçar estratégias a fim de atingir metas.

Como característica principal, as startups precisam oferecer vantagens competitivas sobre o produto ofertado, ou seja, manter-se em ritmo de inovação para desenvolver produtos e/ou serviços que ainda não foram criados em seu cenário atual. Além disso, uma startup precisa ter muito potencial de crescimento, capacidade de atingir grandes mercados, perspectiva de futuro e flexibilidade para se adequar a novos modelos de negócios ou executar modificações de produtos para suprir demandas, se e quando necessário. Por fim, crucial que essa nova empresa em desenvolvimento esteja cercada em um mercado de incerteza ou ambiguidade.

As startups podem ser divididas de várias maneiras, respeitando os tipos de negócios e nichos escolhidos para sua atuação. De toda forma, é comum que as startups se enquadrem em três tipos de negócios:

  • B2B (Business to Business): atendendo diretamente empresas no modelo negócios a negócios.
  • B2C (Business to Consumer): focada no atendimento aos consumidores finais, no modelo negócios para consumidor.
  • B2B2C (Business to Business to Consumer): atendendo empresas com o objetivo final de efetuar uma venda de produtos ou serviços para o consumidor final, no modelo negócios para empresas para consumidores.

Impactos nas empresas tradicionais

O impacto das startups é sentido em quase todo o mercado, afetando inclusive as empresas tradicionais. Voltando os olhos para grandes corporações, por exemplo, é muito fácil enxergar como esse novo modelo de negócio impactou empresas que centram sua prática na inovação e tecnologia para o desenvolvimento de soluções otimizadas.

Apesar de ampliarem os pontos de concorrência e, muitas vezes, suplantarem alguns negócios tradicionais, as startups podem ser um bom fator de estudo para empresas já estabelecidas, o que pode fazer a diferença em sua relação de sobrevivência dentro do mercado. Lidando com questões fundamentais como marketing, investimento em inovação, pesquisa de mercado e ampliação do potencial de alcance dessas empresas, é possível manter-se no mercado e ainda evoluir.

De forma geral, as startups trouxeram grandes aprendizados para as empresas tradicionais. E justamente por apresentar um modelo de negócio enxuto, as startups conseguem fazer alterações rápidas e mais eficientes, chegando em alguns casos a mudar completamente  a ideia original, com a chamada pivotagem, o que serve de grande exemplo para as empresas tradicionais que não enxergam essa possibilidade de mudança drástica em razão dos seus modelos de negócio menos flexíveis.

Pontos jurídicos de uma startup

A criação de uma startup pode esbarrar em diversos problemas jurídicos, por isso, para ter segurança no desenvolvimento de uma nova ideia de negócios é importante contar com uma boa assessoria jurídica.

Com a crescente do empreendedorismo no Brasil, muitas empresas passam por processos de construção do modelo de negócios antes de compreender todas as necessidades de adequação jurídica da sua empresa, o que pode trazer muitas dores de cabeça e impedimentos legais relativos a processos regulatórios, societários, financeiros, trabalhistas, tributários, etc.

Nesse ponto, o maior empecilho é a forma como o modelo de negócio dessas startups é desenhada, já que é esse o ponto central que definirá como essas empresas serão reconhecidas juridicamente. Dessa forma, para estabelecer a formatação de um modelo societário que seja coerente entre os sócios dentro do desenho da estrutura societária de uma startup, por exemplo, é necessário o auxílio de uma assessoria especializada para garantir que toda sua estrutura seja pensada para resguardar os direitos dos sócios e abrir espaço para novos investidores.

Outros pontos de atenção jurídica no processo de criação de uma startup são:

  • Incubação e aceleração: para garantir que o investimento em programas de incubação ou aceleração, disponibilizados por diversas instituições do ramo, seja feito de forma consciente, trazendo um bom custo/benefício.
  • Celebração de contratos: que precisam ser minuciosamente avaliados para garantir que a empresa, bem como investidores, fornecedores, clientes e parceiros não firmem acordos prejudiciais ao negócio.
  • Fusões e aquisições: fundamental para garantir que processos como venda, compra e fusões atendam às questões jurídicas e compreendam os interesses do empreendedor e do investidor.
  • Propriedade intelectual: para garantir a proteção e patente de tudo o que for desenvolvido pela startup, incluindo marcas e softwares, resguardando assim os direitos dos investidores, colaboradores e parceiros.

De toda forma, para desenvolver uma startup e ampliar seu potencial de crescimento através de um modelo de negócio seguro é preciso contar com uma assessoria especializada, principalmente que entenda os tipos de contratos e modelos de negócios que possam viabilizar o processo de escalonamento da startup, garantindo maior solidez para fundadores, colaboradores e investidores.

 

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